A oficina foi realizada para a formação cultural do público ouro-pretano, permitindo que os participantes criem seus personagens a partir dos moldes das máscaras em argila, expressando sua individualidade com a criação do personagem que ganha vida em suas mãos.

A argila foi escolhida como base da técnica aplicada, para que o tempo da modelagem seja também o momento de construir o personagem, como são seus olhos? Como é seu nariz? E sua boca? Temo orelhas? Tem bochecha grande? E sua voz como será?

Durante a construção das máscaras os participantes se atentam para seu personagem, sem interessar pelo personagem do colega, vão pensando em cenas e situações vividas, elaborando o perfil de sua “criatura” e o mais interessante, que nessa individualidade da dramatização, diálogos surgem entre esses personagens, ainda em construção, entre os participantes que ocupam a mesma mesa, e vão inventando juntos o contexto criado para cada máscara.

A Construção da máscara faz o criador refletir sobre aquele semblante, aquela emoção que irá figurar. Além de se permitir aos educandos a possibilidade de exercitar suas habilidades manuais, exercitando a psicomotricidade, com recursos que podem ser encontrados facilmente, argila, cola e papel. 

No carnaval, naturalmente já são utilizadas fantasias feitas em grande escala, padronizando as personagens. Com a oficina foram proporcionados materiais necessários para a construção da máscara com o foco no fazer teatral, na criação do personagem.

Ouro Preto abriga uma das agremiações carnavalescas mais antigas do Brasil em funcionamento, o Zé Pereira, do Club dos Lacaios, o qual é a alegria da criançada, que participam dos cortejos fantasiados e mascarados. Assim, a oficina permitiu que crianças e adolescentes dos bairros no entorno da Casa de Cultura Negra e da sede do Zé Pereira confeccionassem suas máscaras, mantendo vivo o patrimônio imaterial brasileiro.